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Nota de pesar pelo falecimento de Maria da Graça Carmona e Costa

Fotografia António Pedro Ferreira
Fotografia António Pedro Ferreira

A AICA Portugal manifesta o mais profundo pesar público pelo falecimento da galerista, promotora da arte e coleccionadora Maria da Graça Carmona e Costa (1933-2024).

Figura incontornável da arte portuguesa das últimas décadas, Maria da Graça Carmona e Costa dedicou a sua vida à arte contemporânea, nela deixando marcas profundas. A sua colaboração, nos anos 1970, com Dulce d’Agro nas actividades experimentais da Galeria Quadrum, em Alvalade; a criação, nos anos 1980, da Giefarte, galeria dedicada ao desenho e vocacionada para o apoio à produção de obras de arte; a criação, com o seu marido e no final dos anos 1990, da Fundação Carmona e Costa, dando sequência às exposições de desenho e implementando uma qualificada actividade editorial; e o seu papel determinante na criação, em 2019, do BAC – Banco de Arte Contemporânea, gerido pela EGEAC-CML com o intuito de preservar e divulgar espólios documentais e artísticos contemporâneos, atestam o papel determinante de Maria da Graça Carmona e Costa no panorama artístico português. A arte contemporânea portuguesa tem uma grande dívida para com Maria da Graça Carmona e Costa e para com o modo atento, generoso e exigente com que acompanhou as várias gerações de artistas que a sua longa vida permitiu, apoiando-os na produção, exibição e comercialização das suas obras.

Consciente da necessidade de fomentar o pensamento crítico e a sua divulgação, Maria da Graça Carmona e Costa apoiou, através da Fundação Carmona e Costa, a AICA Portugal na atribuição do Prémio bienal de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitectura, que teve lugar entre 2013 e 2017, e que incidiu sobre a produção publicada de obras inéditas escritas em língua portuguesa e publicadas em Portugal. Também por isso, a AICA Portugal exprime o seu mais profundo agradecimento a Maria da Graça Carmona e Costa.